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 [Rank C] O Jovem Piromaníaco (Ashes)

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MensagemAssunto: [Rank C] O Jovem Piromaníaco (Ashes)   21st Junho 2017, 7:56 am


[1 — Recepção]

Me recordo desse dia, minha memória é meu bem mais precioso. Era dia vinte e um de março, inaugurando o inicio da primavera. Me levantei às sete e doze da manhã, embora houvesse acordado às seis e trinta e três. Levantei acompanhado de um diálogo matutino, que me serviu de alerta para colocar os pés no chão. Descalço, senti a temperatura gélida da madeira do meu quarto, onde mesmo de porta e janelas trancadas ainda havia de estar tão frio, se não me falha a memória, naquele dia fizeram dois graus pela manhã. Já de pé, mantive meu caminhar para suprir minhas necessidades higiênicas, com calma, fiz tudo que era preciso. Sempre me encarava no espelho ao escovar os dentes, podia ver além do que o reflexo me propunha. Os flashbacks do passado vinham em segundos, inteiros e completos, diferente de lembranças falhas. Creio que algum sentimento esteja agarrado a essa lembrança, talvez, só talvez seja para que sempre me lembre de quem realmente sou.

Na porta pude contar três batidas, duas, pois não pude prever a primeira. Escovar os dentes me proporcionava barulho constante, o que me impediu de notar que o visitante esteve subindo as escadas. Era um homem. Uma mulher bateria na porta com mais delicadeza e com um intervalo de tempo maior, afinal, as mulheres tem bom senso, não iriam acordar um homem tão cedo. A maçaneta de ferro era tão fria como o chão, devido a imensa capacidade de absorção de temperatura, senti meu braço inteiro se arrepiar até a porte se abrir. Um rapaz jovem, notório por sua pele. Branco em etnia, vestindo uma roupa padrão da folha e com um colete verde, padrão militar. A expressão em seu rosto demonstrava anseio —— Posso ajuda-lo, meu rapaz? —— Decidi agir como se não soubesse nada, afinal, todos se assustavam perante minha capacidade de observação. Ele acenou com a cabeça e retirou algo de sua bolsa: um pergaminho; O visitante se manteve em minha frente o tempo todo, desde que desenrolei a fita que prendia o pergaminho até que comecei a ler. Era uma missão, simples. Pelo conteúdo do pergaminho, uma criança estava fazendo arruaças pela vila, essas que muitas vezes assustou os moradores —— Então é isso —— Escapuliram pensamentos em voz alta, chamando a atenção do rapaz à minha frente —— Oh, não é nada. Apenas pensei alto demais, garoto —— Mantive um sorriso leve, realçando um pouco da educação que tinha afundada ao ego. Essa missão era sobre o assunto dos homens que me acordavam. Desde as seis, quando acordei, pude ouvir poucas palavras com nitidez - divido ao vidro fechado e altura em que moro. Ouvi falarem de um homem que estava causando problemas pra aldeia, se quer podia imaginar ser uma criança. Enquanto estive perdido em pensamentos, o rapaz ainda esteve lá, até o momento de aceitar a missão, também acenando com a cabeça, para que assim ele pudesse bater continência e ir embora. Ah, essa memória é tão fresca pra mim, minha primeira missão. Minha jaqueta estava pendurada atrás da porta, a única coisa que fora necessária a pegar além dos sapatos que calcei na saída.


[2 — Encontro]

Me recordo de muita coisa que vi no caminho, mas sei que aos leitores não é interessante comentar. Quer tentar? Foram duas lojas de dango, ambos não eram franquias, não são até hoje. Uma loja de roupas mentirosa, colocando cartazes de promoção para induzir os compradores a levarem roupas em seu preço real, além disso havia na esquina um homem, que em todas as manhãs se mantinha até que a padaria abrisse, seu nome é Katero, um imprenteiro da vila, o mais famoso, eu diria. Viu? Serviria unicamente para enrolar minha história que vos conto. Sem mais delongas. Cheguei ao local e os únicos habitantes por lá eram as folhagens caídas, talvez o vento frio que passava constantemente, mas não havia alguma alma viva. Me pus a procurar com os olhos sem sair do lugar, já que ele viria até mim. Ao fundo havia uma casa, essa que tão pequena só era feita pra um morador, eis que abriu sua porta —— Está um lindo dia, não acha, garoto? —— Só poderia ser ele, não havia dúvidas, eu nunca estive errado. O garoto apareceu e revelou o que era óbvio: eu estava certo.

A expressão do garoto se mostrou fascinante. Os traços que franziam sua sobrancelha destacavam sua rejeição, como uma fera selvagem, minha mera presença havia invadido seu espaço; território. Ah, como posso esquecer aquela tentativa de ameaça. Foram dois passos largos, demonstrou não ter receio à mim, sua voz engrossou propositalmente como uma tática psicológica para me afastar, transferindo seus sentimentos a fala. Agora era ele quem invadia meu espaço; meu mundo —— Apenas vim para conversar, garoto —— Seus passos de aproximação me fizeram ver suas roupas, sujas e esfarrapadas. O treinamento daquela criança era árduo, pude comprovar melhor pelas olheiras por falta de sono, não por evita-lo. A falta de sono foi causada pelo gasto excessivo de energia, tão grande que se quer pôde harmonizar corpo e mente para um descanso. Muito interessante, eu diria. A voz grossa voltou em ameaças, queria de qualquer forma me expulsar de sua área de treinamento —— Receio que devo negar seu pedido —— Com certeza o que o irritava era o mesmo que a todos: meu sorriso.

Assustado de alguma maneira, o garoto saltou para trás. Até hoje admiro as capacidades daquele jovem, querendo lutar mesmo com o corpo tão desgastado. Ele iniciou alguns selos de mão e logo parou, como um típico e piedoso ser humano, o garoto segurou suas vontades para me dar uma oportunidade de fugir. Como um membro da folha, sabia que os selos pertenciam ao pergaminho vermelho do fogo, seria a emissão da bola de fogo, presumi. Um garoto tão jovem, em título de uma missão de nível 'c' jamais teria algo tão surpreendente, quero dizer, como técnica, pois como habilidade o pequeno já pusera muitos de queixo no chão. Repeti os mesmos selos de mão, tão rápidos quanto haviam sido feitos pelo garoto, em meio da ação pude cravar essa lembrança em minha memória, o rosto de espanto que as minhas intenções foram voltadas. Como minha primeira missão, o garoto também teve algo para dizer ter feito a primeira vez, essa foi situação aconteceu ao olhar meus olhos carmesim —— Estilo Fogo: Bola de Fogo! —— Confesso que foi exagero demonstrar aquilo, o calor me incomodou também. A bola de fogo parecia um planeta na visão do pequeno, ou melhor, queimava como mil sóis. A insignificante presença daquela criança diante de algo tão colossal o gerou medo, temor aquele que se quer o permitia fugir. Outra coisa que me recordo foi de seu grito, alto, estridente, pavoroso e que fora capaz de cortar todas as rulas da aldeia, logo, chamaria atenção de alguém. Sua vontade de viver era tremenda, era a criança mais agarrada a vida que pude encontrar até os tempos de hoje, mas todos sabemos que em um jogo cada um tem sua vez, seu turno. Ele, o garoto, se virou para trás para fugir, embora seus esforços fossem em vão. Já estava um passo à frente. Um golpe em seu pescoço foi desferido com precisão, atingindo o nervo motor e removendo sua consciência por alguns instantes. A anomalia piromaníaca ainda se encaminhava em nossa direção; clap - ouvi-se os estalar de dedos. O cenário estava intacto, sem um arranhão se quer.


[3 — Conclusão]

Como já havia dito: eu não erro.

Em instantes alguém chegou para socorrer aos gritos do pequeno, por sorte, o primeiro a acudir foi o mesmo rapaz que outrora batia em minha porta. Ele correu até o garoto e tocou seu pescoço, tentando sentir se sua vitalidade ainda existia —— Não se preocupe. Só estava desacordado —— Minhas palavras condisseram com os resultados obtidos pelo rapaz. A missão parecia ter finalizado na chegada do terceiro membro, poderia dizer à todos que isso era uma missão cumprida, mas faltava algo. Apesar de tudo, já estava pronto para me retirar —— Leve-o à um hospital. Sua reserva de energia está se esgotando —— Mesmo de costas, pude perceber a surpresa que o rapaz teve, era notório, visto que se quer argumentou e só seguiu minhas palavras, no fim, quem ficou parado lá fui eu. Sozinho pude ver como as coisas funcionavam, me sentir vivo mais uma vez e segurando as intenções contraditórias que haviam em mim, tanto foi memorável essa cena, tão fresca em minhas lembranças que pudera sentir hoje —— Oh? —— Minha mão tremia como se tivesse segurado ao máximo para não ferir o garoto.


400;
400 - 50 = 350;

Armas;
Missão;
Akagan;


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MensagemAssunto: Re: [Rank C] O Jovem Piromaníaco (Ashes)   24th Junho 2017, 11:17 am

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